quinta-feira, 1 de março de 2018

PANTERA NEGRA por João Paulo Silva (25/02/2018)


LEIAM !!!

MEU DESABAFO SOBRE RACISMO  !

Pra muita gente é difícil entender o racismo, principalmente sendo branco, nunca tendo sentido na pele.

Não estou dizendo que todo branco é racista, eu seria racista se afirmasse isso, mais não é possível  compreender e sentir totalmente algo pelo qual você nunca passou, é assim com tudo na vida.

Hoje eu assisti a esse novo filme da Marvel (Pantera Negra), e fiquei sem palavras e depois de refletir muito pensei em um palavra que o resume pra mim: FELICIDADE.

Esse filme tem o poder de mudar o mundo, a sociedade, nosso futuro!!!

Vou explicar o que quero dizer com tudo isso.

Quando eu era criança  eu não gostava de ser Negro, não queria ser daquela cor. Por que eu tinha que ter nascido daquela cor? Não podia ser branco? Ter o cabelo liso? Ah, eu seria tão mais bonito assim, isso se manteve por toda a infância e adolescência. Nunca contei isso para absolutamente ninguém, até hoje.

Lembro uma vez na escola, acho que estava no terceiro ano do fundamental, ouvi dizer que o Michael  Jackson tinha sido negro um dia e que devido a uma doença tinha ficado branco, nesse mesmo dia lembro de estar voltando pra casa sozinho e desejar muito pegar essa mesma doença um dia pra poder ficar branco também, se funcionou com ele, também poderia funcionar comigo.

A gente cresce vendo desenhos, filmes, novelas onde todos os galãs e mocinhas são brancos, aprende que o branco é tão bonito, que a mocinha que precisa ser salva tem olhos claros e cabelos loiros, daí a gente se pergunta: "porque eu tinha quer ser diferente poxa?"

Quantas vezes escutei  alguém dizer a uma menina negra que ela não podia ser a Branca de Neve porque ela era negra. Até hoje escuto alguém dizer isso.

Até hoje sofri de racismo, explicitamente, apenas umas vez no último trabalho, claro que a gente sempre escuta uma piada aqui ou uma "brincadeira" ali durante a vida toda, mas sempre levei na esportiva e nunca me deixei abater, exceto essa única vez. Mas isso é passado e já perdoei a pessoa logo em seguida, mas a marca ficou e vai ficar pra sempre.

Voltando ao filme, praticamente  todo o elenco é negro, o vilão, a mocinha e acredite ou não até o herói é negro, é isso mesmo, não tô mentindo não. É impressionante a mensagem que o filme passa, o empoderamento do homem e da mulher negra.

Me peguei pensando como seria bom se eu tivesse visto esse filme quando criança, um filme que te diz: SER NEGRO É SER LINDO, SER NEGRO É SER FORTE, SER NEGRO É SER CORAJOSO, INTELIGENTE, VOCÊ  PODE SER UM REI MESMO SENDO NEGRO, ou seja: você é negro e isso não é ruim, isso é bom, isso não é ser menor ou pior. Você deve ter orgulho da sua cor! E tudo isso sem diminuir ninguém.

Fica aqui o meu apelo, levem seus filhos para ver esse filme, PRINCIPALMENTE se ele for Negro, ele vai passar a sentir orgulho da própria  cor, vai se aceitar como ele é, se ele já sente orgulho dele mesmo parabéns, você está fazendo um ótimo  trabalho!!!

Sei que existem muitos filmes sobre racismo que podem parecer  muito  mais complexos ou melhores que esse, mas exatamente aí que está o problema, uma criança  não irá vê-lo, compreendê-lo, ou até mesmo se inspirar na história, já em Pantera Negra fica tudo subentendido de forma simples, além de ser um filme "popular" de ampla divulgação.

Por isso resumo o filme com a palavra  FELICIDADE! Felicidade pelo orgulho que sinto agora por ser negro, Felicidade por todas as vidas que ele pode transformar, Felicidade por me fazer acreditar num futuro de igualdade.

Wakanda Forever !

(João Paulo Silva)
Facebook: @jony.silva.7777

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O Sol e a Lua (Poesia)

Abro os olhos e lá fora no escuro
Saio sem nada acontecendo
Pela janela do ônibus que vou
Vejo o Sol que vem nascendo

Todo mundo sabe e admira
O pôr do sol quando se vai
Mas já olhou alguma vez
Como é lindo quando ele sai?

Por um espaço maior do que já tem
A Lua às vezes fica de enxerida
É que nem sempre ela se dá conta
Que já devia estar de partida

Pela beleza em iluminar a noite
E nos deixar mais encantados
Quer continuar em nossa vista
Enfeitiçando os apaixonados

É tão envolvente e cativante
Que tem um admirador secreto
Ele fica ali presente
Dividindo o mesmo teto

Diz por aí uma historinha
Esses dois são antigos amantes
Que se separaram e revezam
Pra um encanto abundante.

(Gabriel Deniken)


Facebook: Gabriel Déniken

Instagram: gabrieldeniken
YouTube: gabrieldeniken

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Despedida (20/10/2017)

Só de pensar no título e em começar a escrever esse texto, durante as minhas idas e vindas no transporte público, já me enche o olho de lágrima... Mas calma, não se preocupem, é só um cisco que caiu no meu olho, ou uma cebola que estou cortando, no ônibus, nada demais... Quando comecei a escrever esse texto pra despedida, eu fiquei meio em choque, sem saber o que poderia sair e com receio de acabar sendo repetitivo como no discurso recente em comemoração aos 10 anos de casamento. Vamos ver...
Quando começou a questão dessa mudança tivemos o empecilho de espera para que ficasse tudo acertado para os dois em seus respectivos empregos, a partir disso, confesso que foi reconfortante saber que nada teria que ser resolvido tão as pressas, por causa da burocracia envolvida até resolver tudo. Rotina tranquila, vida seguindo em paz até eu receber a notícia de que em pouco menos de 1 mês a mudança aconteceria, susto esse recebido por falta de comparecimento nos últimos encontros familiares, culpado. Agora sim, desespero, aflição, agonia, falta de ar, perda de sono na hora de dormir com a cabeça no travesseiro, imaginação divagando em fantasias que tentam prever como será a vida sem a presença de vocês, fantasias de como será a força e a intensidade da saudade que vai ficar grudada e me acompanhando por onde quer que eu vá, fantasias de vários momentos com a ausência de pessoas que tem a presença tão marcante e tão grandiosa nos encontros realizados, mesmo quando tem uma grande proporção de familiares. Todas essas fantasias são tão perturbadoras e surgem de repente, quando menos se espera, vem um "eles vão embora!", cai uma ficha. Passa um tempo outras coisas acontecem, a rotina segue, e pá "eles vão embora!", cai a ficha de novo. E é irremediável! Pensar mais vezes ou menos vezes não vai mudar o fato e nem adiar mais a data, fingir que não tem nada acontecendo ou ficar focando nesse assunto não muda o fato de que "eles vão embora!"
Desde pequeno eu sei, e a mamãe sempre fez questão de lembrar pra Gaby e pra mim, que tínhamos os 2 irmãos que moravam no Ceará e que cuidavam da vó. Eu cresci acostumado com a sua presença, Wesley: passei o fim da infância, a pré-adolescência, a adolescência, a juventude, e me tornei adulto convivendo com você, aprendendo a te admirar, a te entender e a medida que o tempo ia passando, vi o quão especial você é como pessoa, como ser humano, como homem. Com meu crescimento pessoal e amadurecimento, fui percebendo e conseguindo atravessar a complexidade da sua personalidade e te ver com transparência, demorou um pouco e eu tive que me entender como ser até te enxergar completamente, de maneira exposta e vulnerável, despido de todos os bloqueios e muros sentimentais de auto-preservação que compreendo e não julgo. Lete chegou no meio desse meu crescimento, com muita receptividade e entrega, facilmente criando vínculos e afetos familiares, ultrapassando a barreira de cunhada e chegando a ser uma irmã mais velha com toda a sua empatia e jovialidade ao aceitar todas as propostas e banalidades dos 2 adolescentes-estudantes lá de casa. Dessa admirável união veio a Lara. A primeira dessa nova geração da nossa família, que foi acompanhada por todos os demais pequenos, e que trouxe pra vida de vocês a benção inexplicável e imensurável de amor completo e incondicional e o título mais importante da vida de qualquer ser humano, o título mais importante da ordem universal: o de ser pai e mãe. Pra deixar bem exposto que Lete não demorou muito pra chegar é só perceber que eu convivi mais com vocês como casal do que só com Wesley como solteiro. Na verdade eu convivi mais com você como pai do que como cara solteiro.
Com o decorrer do tempo eu venho deixando de conviver com gente que me aproximei muito: algumas amizades que tive distanciamento por motivos específicos, colegas do trabalho por mudança de direção e objetivos pessoais, pessoas muito queridas perdidas pela naturalidade da morte. Venho perdendo cada vez mais pessoas e a cada vez são aquelas mais próximas ainda. Dizem que as perdas vem pra nos deixar mais fortes e pra valorizar aquilo que não se tem mais, mas tenho que confessar uma coisa: eu preferia continuar sendo fraco e dando menos valor, só pra continuar mais próximo viu, até mesmo porque, a sensação que mais me deixa triste na vida é a de me sentir sozinho.
Eu sei que tenho que tentar olhar pelo lado positivo e ficar feliz pelas conquistas, pois é um desejo antigo que foi realizado, que é uma grande mudança pra vocês também, que o costume da distância nesse início será difícil pra vocês também, mas ao pensar sobre isso, ao falar sobre isso, infelizmente, só consigo ser completamente egoísta e dar importância ao que eu sinto e/ou vou sentir, não por maldade, ou por não me importar com o que as outras pessoas também estão sentindo, mas porque convivo mais com os meus próprios sentimentos do que com os dos demais, ou com os que estão sendo compartilhados sobre a situação. Não participei e provavelmente não teria maturidade emocional de partilhar nenhum diálogo que tenha existido, além deste, por causa desse tema e certeza que teria sido de grande choradeira.
Tem tanta gente que não tem a oportunidade de ser tão querido pela família. Tem tanta gente que não recebe um pouco de carinho daqueles que o rodeiam. Tem tanta gente que não tem a satisfação de se sentir amada nesse mundo. Pelo menos isso eu posso garantir a vocês, você são muito queridos, nós temos muito carinho por vocês, e com toda certeza, nós amamos muito vocês. Dito isso, vocês podem ter a arrogância e a soberba de exibirem pro mundo todo que: vocês são especiais, importantes, amados e muito queridos pela família que vos cercam.
Sem prolongar mais, digo que esse texto não tem ponto final, ele acaba em reticências porque essa história não acaba agora e nem vai ter final, ela apenas vai seguir. Continua...

Facebook: Gabriel Déniken
Instagram: gabrieldeniken
YouTube: gabrieldeniken

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Pensamentos: Clóvis de Barros Filho 1

'Mas para nós, que estudamos isso, fidelidade é sempre a si mesmo. Fidelidade é uma coerência entre a conduta de hoje e o discurso de ontem, é um alinhamento entre a prática e o discurso. A fidelidade é uma coerência entre o que você vai fazer agora e o que você disse que ia fazer ontem. A fidelidade, portanto, confere integridade à sua trajetória. [...] De onde vem a tentação? A resposta é simples: no intervalo de tempo entre o discurso e a prática ocorrem coisas, coisas que não poderiam ser conhecidas no momento do discurso, de tal maneira que se você for fazer o que você disse que ia fazer, você perderá. No caso da moça, o marombado de sunga. [...] Se você hoje age na contramão do que propôs ontem, por que razão deveríamos continuar ouvindo as tuas propostas? Você aqui aprende então que a fidelidade não só é a matéria-prima da integridade, mas é também a matéria-prima da confiança em você. Porque se você desmente com a prática suas propostas, promessas e discursos, é evidente que não há nenhuma razão pra continuar te ouvindo.'

Clóvis de Barros Filho

Facebook: Gabriel Déniken
Instagram: gabrieldeniken
YouTube: gabrieldeniken

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

23/09/2016

Enquanto alguns sentem afetação por coisas insanas e precisam de massagem no próprio ego, eu só quero saber de correr atrás das coisas que eu amo para ter satisfação e realização própria. A minha intenção é que eu jogue confete em mim mesmo. Como diz a minha mestre de dança Silvia Oliveira: "não tô nem aí pra sua cara, se você gostou ou não, se você acha que tá bom ou não, eu quero que fique do meu jeito pra eu me sentir satisfeito, eu faço pra ter a realização do que eu tinha em mente."

Facebook: Gabriel Déniken
Instagram: gabrieldeniken
YouTube: gabrieldeniken

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aniversário Harry Potter (31/07/2015)

Hoje é aniversário dele, aquele que fez eu me apaixonar por livros e sagas, por cinema, por ingresso antecipado, por estreias, pelos amigos. Amadureci acompanhando a sua história e ansiava pela próxima quando já tinha chegado ao quinto livro e tive que esperar o lançamento do sexto, e o lançamento do quarto filme simultaneamente. Depois veio o anseio pelo quinto filme e o desespero de que meus primeiros óculos ficassem prontos a tempo, o que não aconteceu, e tive que assistir sem enxergar direito e da segunda fileira na sala de cinema. E depois veio a prorrogação de estreia do sexto filme, que quase matou todos os fãs do coração. Enquanto esperava por esse filme teve o lançamento do último livro e aí o desespero foi inverso, adiar o máximo o possível a compra do livro para que a história não chegasse ao fim logo. E aí teve a imensa alegria da divisão do último livro em dois filmes, aliás, os dois filmes que assisti com mais pesar na vida. Pra mim, ainda falta muito pra saga acabar, porque ainda não tenho todos os livros, mas confesso que já ter os oito filmes me entristece um pouco em saber que a história já teve seu início e seu final. Agora só nos resta recordar e aproveitar tudo o que foi vivido junto com a saga.
#HarryPotter #HP #Harry #Potter #OMeninoQueSobreviveu #OEleito

Facebook: Gabriel Déniken
Instagram: gabrieldeniken
YouTube: gabrieldeniken

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Primeiras vezes

Tudo na vida depende da primeira vez que acontece, basta apenas uma, para que se repita futuramente e entre num círculo vicioso. A afiliação, ansiedade, receio, cuidado, precaução para que não se tenha uma vez, são necessários para nos privar de começar algo que a partir dessa uma vez pode vir a ser repetitivo, comum, e entranhar em seus costumes/rotina. Cuidado! A primeira vez é sempre a que acontece com mais retardo, mas a distância da segunda para a primeira é quase tão imperceptível quanto a euforia e êxtase da descoberta e da realização quando inédita.