quinta-feira, 22 de maio de 2014

Desmascare-se

A pessoa acorda não se importando com nada e nem com a própria aparência mas quando põe o pé pra fora de casa já estampa aquela alegria sem nenhuma verdade. Já transpira aquela cordialidade hipócrita e nojenta, daquelas que só de ouvir a voz já fica claro o real desinteresse em desejar que se tenha um "bom dia" ou de saber se realmente está "tudo bem".
Quando precisa de alguma coisa, se frustra consigo mesma por inconstantes segundos e fala meigamente, rodeando o assunto e atingido a real necessidade depois de muito falar. Porém quando é solicitada, abordada, criticada, questionada e os argumentos não possuem embasamento começa a mostrar-se verdadeiramente como pessoa, pois é neste tipo de momento, de maior pressão, que a verdade do eu aflora instantaneamente e não há tempo de se esconder.
Usar as habilidades diferenciais para tentar mudar o mundo mesmo que num pequeno percentual? Usar os talentos para facilitar as situações? Se oferecer para terminar com mais agilidade em prol de uma outra pessoa? Isso é pensamento de uma outra geração... Talvez até de um outro milênio...
É espantoso o quanto isso é comum na nossa atual realidade e quanto o comodismo gerado por essa desatenção com o entorno, com os ambientes frequentados e de convivência rotineira, toma posse de todas as vidas envolvidas fazendo com que todos venham a se tornar super-heróis invertidos (mascarados, sem revelar a verdadeira identidade, com interesses egoístas).

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Me sentindo muito frustrado com meu próprio corpo

Quando o seu corpo não reage mais aos seus comandos você percebe que ele está pedindo um pouco de sossego e aí acaba dormindo antes do que pretende, deixando conversas no Whatsapp sem terminar, não olhando as atualizações e notificações das redes sociais e no outro dia já fica tudo triplicado. Por causa das consequências das aulas/ensaios de dança você não consegue andar no ritmo que está acostumado e fica com partes do corpo dando aquelas fisgadas pra lembrar que ainda não estão recuperadas totalmente, e a dor que sente em uma das pernas te impede e limita a fazer menos ou não conseguir fazer os exercícios que os professores passam, sendo que é a outra perna que deve trabalhar (joelho direito machucado e não conseguir levantar a perna esquerda num exercício que deve alternar as duas). E por aí vai... Até o dia 02/06/2014 (dia das apresentações) muita coisa tem que acontecer e estamos contra o tempo...

terça-feira, 8 de abril de 2014

Só você pode saber

Quando você sente falta, a dor é só sua
Ninguém mais sente tão forte
Pode ser de alguém ou algum momento
Mas atormenta até que você implore

Implore para que saia da cabeça
Implore para que não perturbe tanto
E aquilo vai te corroendo
Enquanto você estiver suportando

Coloca pra fora e joga tudo pro alto
Assim que não aguentar mais
E se alguém te ver nessa hora, tanto faz

Ninguém é de ferro e precisa suportar isso
Guardar para si? Isso não resolve
A dica para a próxima vez: explore!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Um gesto de gratidão as vezes assusta!

Estava aguardando a apresentação do Roberto Seresteiro com o grupo Regional Imperial no Sesc Santo André quando uma moça pergunta se eu estava aguardando alguém para usar as outras 3 cadeiras da mesa, lá na lanchonete onde teve o show. Respondo que não, para que se sinta a vontade e utilize. Ela estava acompanhada do filho. Utilizaram 2 das cadeiras. O filho foi na lanchonete enquanto surgia uma conversa genérica entre a mãe e eu. Me perguntou se eu tinha lanchado, respondi que não pois tinha acabado de comer um doce, e mostrei o embrulho do pão de mel, dizendo que sempre gostei muito de doce. A apresentação começou e ficamos prestigiando. No meio da apresentação, a mãe vai a lanchonete e quando volta trás 2 pedaços de bolo de chocolate com uma cobertura deliciosa, 1 dos pedaços é do filho e o outro ela coloca na minha frente e indica que aquele pedaço é pra mim, por ter sido gentil e receptivo no oferecimento dos lugares. Um gesto tão difícil de se ver. Um olhar puro, uma sutileza no agradecimento e uma humildade no oferecimento. Não fiz nenhuma generosidade, apenas disse que os lugares estavam vagos, e mesmo assim, a simplicidade tornou a situação agradável para ambas as partes e confortável para que admirassem a apresentação realizada. A vida a cada dia nos mostra o quanto pode ser bela!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Carcaça, Casulo, Escudo, Introspecção (Vale mais do que toda a encenação)

Quando as luzes se apagam
Só eu sei como fico
Mas o engraçado
É que não se percebe como me sinto

Não existe sutileza
E nem lugar pra piedade
A faísca se torna chama
E a verdade sai, sem maldade

Nada é tão difícil
E é só isso que se comenta
Julgando, xingando, batendo
Nem notando toda essa tormenta

Olho só, preste atenção no que eu digo
Não há mais tempo a perder
Corre corre pra lá, corre corre pra cá
Ainda tem muita coisa pra fazer

Vamos dar as mãos?
Quem sabe vai mais rápido
Mas o que vem na cabeça como futilidade
É pra que tudo seja mais fácil

Não precisa se esconder
E nem fazer jeito de hipócrita
Porque por trás daquilo que se vê
Está o sentimento que me enoja

Embrulha, dói, irrita, desequilibra
Qualquer cabeça boa
De qualquer pessoa boa
Que não fica tão a toa

Vamos ver como vai ficar isso
Corre corre pra lá, corre corre pra cá
Faz aqui, ali e também faz acolá
Só não vale deixar de se amar

Em 10 minutos vi que é possível
Pra pensar e se colocar a escrever
Enquanto tento não me perder
Com o sono que não vem me prender

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pode Ser

Caminhando por onde não sei
Indo por onde ainda não pensei
Pra que tanta pressa?
Pra esse mundo que não se interessa?

Todas as alternativas na mesa
Ninguém mais quer saber
Seguem o que é regrado
Pra não se arrepender

Acordando todo dia assim
Imaginando que logo pode ser o fim
Pra que tanta correria?
É só pra ir na padaria?

Sinto falta de não me preocupar
Sinto falta de ter ar pra respirar
O tempo passa e tudo muda
Mesmo seguindo a mesma rua

Faça sempre o que quiser
Na hora que quiser
Pode ser que um dia valha mais
Do que uma vida inteira
Todos as nossas vontades
Não precisam de uma peneira
Pode ser que um dia valha mais
Do que uma vida inteira

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sorria! Você está sendo filmado... Seguido... E observado...

Todos são vigiados, todos têm a vida como um livro aberto...
Nada mais se esconde, nada mais é novidade, nada mais é privado...
A ansiedade de querer espalhar para os outros, as vontades de encontrar e saber o que tem acontecido e como tem sido...
Isso não é mais necessário, já se perdeu pelo caminho, já não tem mais sentido...
O que se fez, o que sentiu, o que viu, o que encontrou, quem encontrou, como está, a mudança de planos, a fugidinha da rotina, o inesperado...
Nem por própria vontade, pode até ser por alheia, mas não tem pra onde correr, nem se esconder, tudo está à mostra pra quem quiser ver...