Virar adulto nos transforma naquilo que os nossos pais não nos ensinaram a ser. A gente perde qualidades, a gente perde a inocência, perde a gentileza, perde a compaixão, perde a solidariedade e o contentamento pelas conquistas alheias.
O que fazer quando sentir vergonha de si mesmo? Quando se tem nojo da própria mesquinhez e do próprio egoísmo? Qual solução podemos adotar para nos redimir quando cai a ficha das burradas cometidas?
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As vezes a gente não precisa de muito pra se sentir feliz. Só de estar num lugar que tenha algo que te agrade, compartilhando alegria com pessoas animadas, dispostas e empolgadas, faz com que você tenha um dos momentos mais incríveis a ser lembrado. Precisamos aprender a entender que as nossas necessidades emocionais positivas podem ser supridas com um mínimo de experiência vivida. Na maioria das vezes queremos que coisas grandiosamente extraordinárias surjam de um ponto ínfimo, apenas para acreditar na ilusão de que aquilo idealizado fosse preencher a nossa insatisfação momentânea.
Mas não é bem assim. Nada espetacularmente grande será tão precioso quanto a facilidade e simplicidade de se tornar memorável apenas por estar no lugar certo, na hora certa, desfrutando de uma oportunidade, o que irá torná-la inesquecível mesmo em sua pequenez. Facebook: Gabriel Déniken Instagram: gabrieldeniken YouTube: gabrieldeniken
Quando começamos realmente a crescer, os pais finalmente
deixam cair àquela blindagem de superproteção e ilusória de que eles não se
afetam e não se abalam por nada. Quando passamos a virar jovens e/ou adultos, quando
entendemos melhor às coisas do mundo, quando entendemos melhor as coisas da vida,
quando entendemos melhor a própria vida e o próprio caminho a seguir, percebemos
as vulnerabilidades e a humanidade dos nossos pais. Não que isso diminua nossa
admiração, nosso afeto e a nossa valorização deles, mas vamos enxergando as
suas falhas, as suas angústias, as suas inseguranças e vamos circulando na
relação, quase que invertendo os papéis e passando a cuidar mais deles, se
preocupar mais com eles, a querer estar mais perto, a querer fazer com que as
coisas deem certo pra vida deles, tornando a relação pais-filhos muito incrível
e muito louca ao mesmo tempo durante a nossa caminhada compartilhada nesse
mundo.
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Ninguém está completamente
ileso. Talvez não esteja tendo a mesma atitude na mesma situação, mas pare por
alguns segundos e reflita: tudo na sua vida está acontecendo de maneira idônea
e transparentemente correta? Em todos os aspectos, em todos os lugares, todos
os seus deveres estão sendo cumpridos rigorosamente e em esforço/entrega máxima
da sua parte? Tem certeza de que está oferecendo as suas capacidades em suas
totalidades? Ninguém
tem o direito de opinar, criticar, julgar, defender ou contrariar qualquer que
seja a atitude alheia. O máximo que se pode expor e compartilhar é a opinião a
partir do seu ponto de vista, ou seja, apenas se expressar com a sua visão,
conhecimento e intuição parcial sobre o que está sendo apresentado. Pare,
pense, reflita, se localize consigo mesmo e, apenas depois de toda a
retrospectiva e auto-avaliação esforçada que pode ser feita dentro dos
milésimos de segundos antes de responder ao locutor do diálogo, exponha o que
foi possível racionalizar e canalizar dos seus instintos intuitivos ou experientes
compartimentados.
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O mais importante nas relações e
interações, dizem que é a empatia, mas na verdade é o interesse. Interesse em
saber como está sendo a vida do outro, como está sendo o dia do outro, como
está sendo o momento do outro. O interesse literal e fraterno, aquele que
angustia ou engrandece apenas por ouvir ou compartilhar com o outro aquilo que
está sendo experimentado, sentido, vivenciado. As
pessoas não demonstram interesse, não se importam, não querem realmente saber e
fazem perguntas genéricas, padrões, repetitivas, sem apelo exclusivo, apenas
para manter a boa convivência e a hipocrisia na falha tentativa de expressar
sentimentalismo e afeto, construindo para aquele que, poderia ser um grande
laço carinhoso, apenas mais uma relação social frágil e medíocre por causa da
falta de alicerce emocional que sustentaria e a manteria fortalecida
verdadeiramente.
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(A tristeza em não ter alguém é tão grande que não consegue
presenciar a alegria alheia de casais, amigos, familiares, por isso deseja o
isolamento físico, o afastamento de quem está ao redor)
Mas comigo só eu não consigo
(Mas = porém (conjunção adversativa) quando concretiza e se
coloca em solidão, percebe que é mais difícil ainda do que estar em convívios
sociais)
Eu quero ficar junto
(Afirmando o desejo de ser próximo, ligado, compartilhando
sentimentos e vivências com alguém)
Mas sozinho assim não é possível
(“Mas” novamente, e isso se refere ao estado emocional que
levou à vivência de solidão, ou seja, o isolamento vai atrapalhar a busca de
ter alguém, e cai a ficha de que “ficar só” não é a melhor ideia)
É preciso amar direito
Um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora
Ser amor de corpo inteiro
(Precisa que o sentimento seja real, intenso e dedicado)
Um amor de dentro pra fora
(Sentimento que transborde além de si mesmo)
Um amor que eu desconheço
(Amor que é apenas idealizado e que nunca foi vivenciado
verdadeiramente)
Quero um amor maior
Um amor maior que eu (que eu)
Quero um amor maior, yeah!
Um amor maior que eu
Yeah! Yeah!
(Desejo de poder vivenciar a experiência desse sentimento de
maneira máxima)
Então seguirei meu coração até o fim
Pra saber se é amor
(Aqui temos um adendo, pois trata-se de um futuro do pretérito,
na suposição de que tenha encontrado alguém que o faça sentir o “Amor Maior Que
Eu”:
Lutarei com todas as forças pra ter certeza se o sentimento
é real)
Magoarei mesmo assim
Mesmo sem querer
Pra saber se é amor
(Arriscarei todas as possibilidades, independente de ser o melhor
ou não, mesmo que as chances sejam mínimas)
Eu estarei mais feliz
Mesmo morrendo de dor, yeah!
Pra saber se é amor
Se é amor
(A possibilidade de vivenciar o tão desejado “Amor Maior”
vai trazer a experimentação e experiência do sentimento, mesmo que as consequências
não sejam boas e sejam seguidas por tristezas e mágoas, vai ter valido a pena)
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O clipe foi para lançamento do DVD, pois a
música foi lançada no DVD Ao Vivo, por isso possui imagens de shows,
bastidores, familiares, estrada.
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